Feed Artigos Comentários

Sem Categoria Paulo em 27 Jan 2009

Enfim, Obama!

Como pudemos acompanhar, a semana passada foi pautada quase que exclusivamente pela posse daquele em cujos ombros depositam-se as esperanças da sociedade americana, ansiosa (talvez como nunca) por profundas mudanças.

As cenas da cerimônia nos mostraram algo à altura dos desafios. Pareciam cenários de filmes épicos com todos os simbolismos de grandiosidade.

De fato, Barack Obama, antes mesmo de assinar seu primeiro despacho, já poderia ser considerado como um fenômeno global. E, é a partir desse ponto que podem se desdobrar futuras e inconvenientes dificuldades.

Durante a campanha, com um plano de governo sabiamente apresentado, de forma didática, como um plano de negócios, e uma palavra de ordem que sugeria “Sim nós podemos!”, Obama acabou varrendo o mundo, que passou a nutrir esperanças e expectativas. De governos a cidadãos, de leste a oeste, de norte a sul.

Muito difícil falar com alguém, não importa de onde fosse, que estivesse alheio ao processo eleitoral americano e sem uma opinião formada sobre o candidato. Fora dos Estados Unidos, a maioria toda a seu favor.

Nada mal acreditar que o maior país do mundo pode de fato mudar de atitude em alguns aspectos e estreitar a distância dos interesses. Porém, a coisa pode não ser bem assim. Não podemos deixar de considerar que o novo presidente foi eleito por americanos para governar para americanos.

Sabemos que realmente existem muitos pontos comuns, que constrangem o povo americano e que vários são os seus anseios, a exemplo do que ocorre no resto do mundo também, mas as vezes por razões totalmente diferentes.

Vejamos, não podemos desprezar o fato de que Georg Bush, que encerrou seu mandato de forma melancólica (para ser brando), em determinado momento, em meio a conflitos no Oriente Médio e Tratados de Kyoto não assinados, foi reeleito.

Para uma fração do mundo as questões dos conflitos no Oriente Médio criam constrangimentos por questões por vezes humanitárias, outras pela onipotência e onipresença. Já, para a sociedade americana as razões são mais diretas. Trata-se de uma ação que custou caro e não trouxe os resultados esperados, como a influência política na região, por exemplo.

As questões ambientais e energéticas, a exemplo da maioria dos temas que mudaram o comportamento da sociedade no mundo, são tratadas por europeus como algo que afeta a humanidade e assim precisa de um plano.
Já a visão americana sobre os mesmos temas pode se resumir a uma outra interpretação, ou seja, “o cinto aperta” quando o petróleo sobe, tornando-se um caso de segurança de Estado. Então, neste momento, viva os “bio fuels”.

As colocações acima não têm fundo de julgamento, são apenas para caracterizar e ilustrar como as mesmas expectativas sobre um determinado tema, podem ser geradas por propósitos totalmente diferentes. Dessa forma, ao longo do tempo, com o desenrolar das questões, alguma parte muito provavelmente deve sair frustrada com os resultados.

Sinceramente, eu acredito nas palavras de Barack Obama: “Sim, nós podemos!”.

O que eu não sei se acredito é “se todos podemos ao mesmo tempo…”.

 | Hits para esta publicação: 280

10 comentários para “ Enfim, Obama! ”

  1. em 27 de Janeiro de 2009 @ 12:43 1.Fernando Serrano disse:

    Pois é amigo Paulo, aprecio suas colocações.

    O que nos resta neste momento é a esperança de que o Barack Obama faça as engrenagens desta grande máquina “USA” voltar a funcionar!

  2. em 27 de Janeiro de 2009 @ 12:54 2.Paulo disse:

    Prezado Fernando, muito obrigado por sua visita e comentários. Sem dúvida acredito que esta seja a maior de todas as expectativas.
    Aguardemos, otimistas.
    Abraços

  3. em 27 de Janeiro de 2009 @ 14:45 3.Carlos Partenio disse:

    Prezado amigo Paulo,
    Parabéns pela didática explanação…
    Acredito que tudo na vida tem seu lado positivo, a crise americana que desencadeou um reflexo mundial pode servir para conscientizar o povo americano de que mesmo a nação mais rica do mundo também pode passar por dificuldades e que o planeta exige cuidados.
    Mas o “desânimo coletivo” desta nação pode inspirar cuidados e é neste momento que a figura do otimista e pró ativo Barack Obama entra para mostrar que nem tudo esta perdido e que eles podem se reerguer.

  4. em 27 de Janeiro de 2009 @ 15:24 4.Paulo disse:

    Caro Sr. Partenio - boa tarde!

    Amigo - muito obrigado por sua visita e registrar seus comentários.

    Não tenho duvidas quando as possibilidades dos EUA se recuperarem economicamente. Contudo, não sei se esse processo vai de algum modo alterar o pensamento coletivo americano sobre determinados temas.
    Mas enfim, para isso existe o tempo. vamos esperar.

    Abraços & seguimos nos falando.

  5. em 27 de Janeiro de 2009 @ 15:31 5.José Luiz Assis disse:

    Paulinho

    Se todos podemos ou poderemos é o anseio geral, o que todo mundo quer é pegar uma carona no ” american way of life” de tempos idos, isto é com bolhas e etc. Mas somente a parte boa, isto é, consumo e crescimento.

    Na verdade falamos do maior mercado consumidor do mundo ( neste instante) e sua forte influência em todo mundo.

    Espero que as lições tenham sido aprendidas e possamos esperar boas coisas por vir.

    PS - que bom que agora tu publicas teus comentários

    Forte abraço

  6. em 27 de Janeiro de 2009 @ 17:02 6.Paulo disse:

    Grande amigo José, que bom encontra-lo por aqui. Muito obrigado por sua visita.

    Na realidade eu já vinha escrevendo à algum tempo. O que eu não havia conseguido organizar era a lista de divulgação.

    Caro amigo - da forma que as coisas estão caminhando só resta mesmo é ser otimista.

    Um abraço e beijos na mamãe.

  7. em 27 de Janeiro de 2009 @ 18:11 7.Tibor Weil disse:

    Caro Amigo Paulo,
    Admiro-o por mais essa ! Além do trabalho, das viagens, dos planos, ainda encontra tempo para escrever.
    Como seria bom se muitos fossem assim, e dissessem as verdades que muitas vezes sao escondidas.
    Creio que a Barack Obama foi dada uma oportunidade ímpar para conduzir os EUA de volta para ser o Líder Mundial da nossa civilizacao. Se for bem sucedido, entrará na História como o Messiás que tanto esperamos…
    No entanto, cada pessoa tem a sua carga, a sua funcao e voltar á Natureza, que é o nosso meio de vida e reconduzir o comportamento humano para uma existencia em PAZ, pois as guerras é que consomem todas as reservas de nossa existencia.
    Um Abraco, da longínqua Hungria,

  8. em 27 de Janeiro de 2009 @ 18:49 8.Paulo disse:

    Prezado Tibor “Sam” - que bom revê-lo por aqui. Muito obrigado pela visita.
    Como sempre, tentando ser positivo, vamos aguardar com pensamento positivo. Para a Paz e o desenvolvimento humano estaremos sempre prontos!

    Abraços ao senhor e todos os demais amigos da maravilhosa Hungria!!

  9. em 28 de Janeiro de 2009 @ 18:32 9.Eduardo disse:

    Estimado amigo Paulo,
    Congratulações pelo Blog, admiro sua energia e ficarei atento aos novos comentários.
    Sempre admirei e continuo adimirando os EUA, um país que a menos de 50 anos discriminava os negros e hoje elegeu um deles para Presidente!
    Quanto ao eleito, 43 antes dele prestaram, lá nos EUA, o mesmo juramento que ele prestou. Todos, sem excessão, juraram proteger a Constituição deles, por extensão, o “american way of life”.
    O que se pode ver nesses 43, é que todos fizeram isso “custe o que custar” para o resto do mundo.
    O país que tem 6% da população mundial e consome 25% da energia consumida no planeta todo. Hoje se sabe que esse padrão de consumo é claramente insustentável pelo Planeta, se extendido a uma fração maior da população mundial.
    No discurso de posse porém, ele declarou que não pretende se desculpar pelo modo de vida americano. O 44º Presidente vai, então, fazer exatamente o mesmo que seus 43 antecessores fizeram. Não espere nada diferente disso.

  10. em 31 de Janeiro de 2009 @ 21:48 10.Carlos Alberto disse:

    Querido amigo Paulinho!
    O que esperar mais de vc?
    Parabéns pela iniciativa!
    Espero que Obama traga uma nova postura americana de enxergar o mundo.Porém, como vc bem colocou,”foi eleito por americanos para governar para americanos.”
    Aguardemos.
    Um forte abraço,
    Carlos Alberto

Link desta publicação | RSS dos Comentários

Deixe uma resposta.