Sem Categoria Paulo em 17 Mar 2009
Simplesmente branco.
Duas semanas passadas e, não passou em “branco” a iniciativa inédita representada pela reserva de área correspondente a 2 mil metros quadrados para que os expositores exibissem sua visão sobre “veículos verdes” no Salão de Genebra.
Algo que também não passou em “branco” foi justamente o retorno da cor branca. Que voltou a ser adotada por muitas empresas do segmento.
Cor, que ao longo do tempo foi suprimida dos catálogos, reservada quase que exclusivamente aos veículos de serviços, como os táxis e etc, e voltou de forma renovada, desfrutando de “status” suficiente para grifar desde os super esportivos aos luxuosos exemplares da indústria automobilística.
A razão? O encarregado de Comunicação de uma das gigantes européias revela. Apple! A influência dos produtos da marca, infinitamente brancos, fez a cor “entrar na moda.”
Até entendo agora porque, há aproximadamente um ano, procurando por um pequeno produto da marca em uma loja encontrei disponibilidades em todas as cores, exceto o branco. Claro, não levei!
Se tomarmos um instante, não podemos deixar de reconhecer que estamos diante de um fenômeno que nos chama a refletir sobre tudo que fazemos ou estudamos em torno de construção de marcas.
Construir uma marca e dotá-la de valores para influenciar consumidores em torno de seus produtos é uma coisa. Mas, chegar ao ponto de a cor dos seus produtos influenciar outros negócios e fazer com que marcas a adotem por extensão, convenhamos, não é coisa que vemos a toda hora.
O Brasil nunca foi um grande construtor de marcas. Parece algo fora de nossa cultura executiva cotidiana. Mesmo os produtos brasileiros com maior presença internacional raramente são reconhecidos. Aliás, a própria marca “Brasil” tem lá as suas dificuldades, associada desde o sempre à famosa dupla Samba e Futebol.
Enfim, a mostra de Genebra se foi e além do incrível sucesso dos “veículos verdes” nos deixou também uma lição de casa.
Que tal darmos uma mordida na maça?
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em 18 de Março de 2009 @ 09:37 1.Márcio Pontes disse:
Veja esta notícia em preto e branco, mas de um “Negócio verde”!
Abraço,
Márcio Pontes
“As empresas da Alemanha estão mapeando novas oportunidades de negócio com créditos de carbono no Brasil. De olho em compromissos mais rígidos de redução de gases-estufa, elas querem garantir créditos de projetos “limpos” em países em desenvolvimento.” Acesse o link abaixo:
http://www.udop.com.br/index.php?item=noticias&cod=1050019
em 19 de Março de 2009 @ 19:38 2.Carlos Partenio disse:
Prezado amigo Paulo, boa tarde.
Isto é um exemplo claro da influência e do “poder” que uma marca pode adquirir, fruto de muito trabalho, pesquisa, decisões acertivas que resulta na conquista de algo intangível mas que, contraditoriamente, possui muito valor…
Vamos também dar uma mordida na maçã….